Meios e fins – uma análise sobre o equilíbrio na Vida e nos negócios

Um dos exercícios que mais me atraem é identificar na Gestão Empresarial aprendizados que também sirvam para uma Vida mais equilibrada. Encontrei no Coaching uma possibilidade de apoiar pessoas usando modelos mentais que aplico nas consultorias. Em mais de dez anos atuando como consultor organizacional e Coach, percebi que para o alcance de resultados na empresa e na Vida, o foco na Gestão da Empresa é diferente da abordagem na Gestão da Vida.

Das Ziel anvisierenPrimeiramente é importante conceituar o que é a gestão: o conjunto de ações que conduzem um sistema a alcançar um resultado. Um sistema, por sua vez, é um conjunto de partes interligadas no qual existe, ou deveria existir, uma função. Como as empresas, os seres humanos também são sistemas. Assim como as empresas bem sucedidas souberam definir uma estratégia, as pessoas também podem experimentar uma Vida mais efetiva ao reconhecer um propósito.

live the presentEnquanto na empresa o foco deve estar nos resultados, orientando os meios de sua obtenção (estratégias, processos, estruturas, tecnologias), na Vida o equilíbrio reside em viver plenamente o presente, sabendo usufruir aquilo que a Vida nos apresenta, orientando assim nossos resultados no futuro. Não defendo aqui uma eliminação do conceito de planejamento na Vida, mas sim a forma danosa com a qual ele pode ser feito. Faço questão de usar o termo foco, pois defender empresas voltadas exclusivamente para resultados, ou pessoas imersas apenas no seu dia-a-dia, já seria um indicador de desequilíbrio.

corda rompendoO foco em resultados para as organizações é devidamente ensinado nas melhores escolas de negócios, e premiado por políticas de bonificação cada vez maiores. Eis aí uma grande armadilha para o gestor: de tanto aplicar o paradigma de foco em resultados na empresa, ele se percebe refém de seus próprios pensamentos e crenças, tornando-se um indivíduo angustiado também nas vivências pessoais, por entender que esse modelo mental também deve guiar a sua Vida como um todo. E aí identificamos pessoas extremamente profissionais na sua maneira de lidar com os amigos, com os familiares, e o pior, consigo mesmas. São acionistas constantes de suas Vidas, demitindo suas emoções sem dó nem piedade, e desvalorizando suas ações no mercado das crenças ao sinal de um pequeno deslize, o que caracteriza o perfeccionismo que assola os profissionais nos dias de hoje. É comum conhecermos executivos extremamente bem sucedidos, focados em metas e que, em determinando momento, se perguntam: ok, e aí?

vivermaissimples

dalaiUm grande desafio é saber equilibrar esse foco em fins e meios, pois aplicar indiscriminadamente a justificativa de que os fins justificam os meios pode trazer consequências maquiavélicas para um indivíduo. Sendo assim, recomendo que primeiramente identifiquemos em nosso sistema qual é o nosso propósito e quais são os nossos valores. A partir disso, poderemos identificar qual campo da nossa Vida está merecendo maior desenvolvimento: o afetivo, o espiritual, o profissional, o financeiro, o intelectual ou o físico. A partir dessa análise, podemos identificar que meio irá contribuir mais para nosso desenvolvimento, para dessa forma partirmos em busca do equilíbrio de todo este conjunto.

O objetivo aqui não foi o de criticar o planejamento, mas o de estimular um modelo de gestão com equilíbrio. A grande lição é reconhecer quais são os seus valores e arcar as consequências de suas decisões. E você, o que quer para sua Vida?

André Luiz Dametto apoia pessoas a transformar vocações em conquistas

Sobre André Luiz Dametto

Apaixonado por aprender e criar. Às vezes professor e consultor, outras artista ou flâneur, mas livre, sempre..
Esse post foi publicado em Coaching, Educação, Equilíbrio Pessoal e Profissional, Essência da Vida, Gestão, Prosperidade, Qualidade de Vida, Saúde, Sei lá, Talento e marcado , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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  1. Integração muito interessante entre Coaching e Psicoterapia Breve. Uma conciliação necessária. Parabéns pela percepção.

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