Ganhar mais e viver melhor: o desafio atual do brasileiro

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Provavelmente você que está lendo este artigo deve estar entre os 20 milhões de pessoas pertencentes às classes A e B no Brasil. E esse número só cresce: em 2014 foram mapeados 30 milhões de “ricos” em nossa nação. Entre 2003 a 2009, outros 30 milhões de brasileiros saíram da pobreza, mas há um número também expressivo de sete milhões de pessoas que romperam a fronteira da altíssima renda. Apesar dos desastres na condução da pasta econômica em 2014, computando os últimos dez anos o Brasil é uma das economias que mais cresceram no cenário econômico global, o que não significa necessariamente ter se desenvolvido como nação. Então fica a pergunta: ganhar mais tem feito você iviver menos? O quanto crescer a sua renda significou também desenvolver-se como ser humano, em termos de Qualidade de Vida?

Nas economias emergentes como o Brasil, é cada vez mais propagada a promessa de que é possível “chegar lá”. Essa mensagem é encontrada em campanhas publicitárias, publicações de negócios e comportamentos, e até mesmo em programas televisivos. E realmente muitos brasileiros têm conquistado esse crescimento financeiro, mas a que custo psicológico? Antigamente era mais aceitável a noção de que somente poucas pessoas podiam aspirar à riqueza, cabendo à outra imensa maioria a resignação e aceitação da exploração pelas “classes dominantes”. Vivemos hoje um momento histórico de nossa sociedade, em que a promessa de realização financeira é democratizada pela utopia da meritocracia, segundo a qual credo, gênero, orientação sexual ou cor não diferenciariam as pessoas. Não em nossa democracia verde e amarela…

Em uma sociedade que nos julga cada vez mais pelo ter do que pelo ser, ascender socialmente é quase um passe para a cidadania, e lutar contra esse paradigma é uma missão praticamente impossível. Assim, buscamos cada vez mais status e o reconhecimento externo. Ondende falta auto-estima é mais fácil valorizar seus talentos caso o outro também os valorize. Dessa forma, nos apegamos a sinais de enriquecimento para que nos sintamos aceitáveis, perante o outro e nós mesmos. Consequentemente, acompanhando o aumento do PIB nacional, também vemos o aumento paralelo de casos de depressão e ansiedade, geralmente são relacionados ao fenômeno de crescimento (e não desenvolvimento) de nossa economia.

A hipótese é que, como próximo patamar de evolução da sociedade brasileira, urge a busca individual e coletiva por um estado de desenvolvimento do bem-estar, em um “caminho do meio” criativo, no qual se enriquece, mas também se vive melhor, em termos de satisfação de Vida em geral. Há casos de países que perceberam a importância de não apenas crescer, mas também se desenvolver. O Butão, um pequeno e fechado reino encravado entre a China e a Índia, considera tão importante quanto o Produto Interno Bruno (PIB) a Felicidade Interna Bruta (FIB). O modelo da FIB baseia-se no princípio de que o verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade humana se dá quando o desenvolvimento espiritual e material acontecem lado a lado, complementando e reforçando um ao outro.

Como podemos constatar, o desafio atual do brasileiro será conciliar seu crescimento financeiro com seu desenvolvimento humano. Continuar aumentando a poupança e a quantidade de bens a custa de noites mal dormidas e relacionamentos falidos parece não ser uma estratégia inteligente e sustentável no longo prazo. E você, acredita que é possível ganhar mais e viver melhor? A palavra é equilíbrio.

André Luiz Dametto apoia pessoas a transformar vocações em conquistas

Sobre André Luiz Dametto

Apaixonado por aprender e criar. Às vezes professor e consultor, outras artista ou flâneur, mas livre, sempre..
Esse post foi publicado em Coaching, Educação, Equilíbrio Pessoal e Profissional, Essência da Vida, Gestão, Prosperidade, Qualidade de Vida, Talento e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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