Aprendendo com equilíbrio – um caminho gradual de desenvolvimento

maos-dadas

Ciência, religião, arte, filosofia: são muitas as possibilidades para desenvolvermos a nossa sabedoria, cada uma com a sua riqueza e a sua verdade. Nessa diversidade, o homem tem a possibilidade de estar sempre encontrando alguma peça do seu quebra-cabeças interior, e assim deixando pra trás a ignorância que causa os maus pensamentos, sentimentos e atitudes.

Ignorar é não saber que algo existe, e muitas vezes, um algo mais efetivo para a nossa paz. E sempre ignoramos algo, portanto quanto mais se aprende, maior a nossa consciência da nossa ignorância. Esse é o velho paradoxo da busca do saber. Mas mesmo que pareça um caminho sem fim, curtir o processo de desenvolvimento é a grande sacada para nosso equilíbrio. E essa premissa nos convida a respeitar cada ser humano, pois é possível a qualquer pessoa, no seu tempo, passar a reconhecer um contexto mais expandido da realidade. Há então nessa expansão a importância de um caminho gradativo que passa por quatro momentos: informar-se, depois pelo conhecer o novo, em seguida pelo querer praticá-lo, e finalmente, pelo poder mudar algo.

O informar-se é o ato de capturar fatos e dados com algum significado, sem necessariamente processá-los, compará-los, adequá-los. É o que fazemos no consumismo intelectual, muito semelhante ao afã do comprar mais. O conhecer já é um pouco mais elaborado, por ser o ato de processar informações, através da reflexão e síntese feita em um determinado contexto. Mas ainda assim está no campo mental, nem sempre traduzido em ações concretas. Eis que surge então o querer, um propósito gerado a partir da motivação interior, visando atender a alguma necessidade. Abraham Maslow sugere um modelo de hierarquia de necessidades, segundo o qual uma vez atendida uma necessidade, nos tornamos insatisfeitos novamente, iniciando assim a busca pelo alcance de algo novo. Eis aqui a nossa incompletude novamente. Para que haja esse querer mudar, é importante que tenha ocorrido primeiramente o (re)conhecimento de uma necessidade. Geralmente quando não fazemos algo dito necessário, é porque não o queremos de verdade. Já o saber é o poder, é o conhecimento incorporado em seu estágio mais elevado, no qual se conhece um tema (o que fazer), se quer utilizar este conhecimento (por que fazer), e assim buscar os meios necessários para tal (como fazer).

Como seres humanos em caminho constante de desenvolvimento, nunca detemos total sabedoria para lidar com os conflitos diários que surgem na Vida. Entretanto, mais importante do que entender detalhadamente como fazer algo, é entender o porquê de se fazer este algo. Essa é a base para realmente se querer fazer qualquer coisa na Vida, seja no trabalho ou em casa. Sendo assim, defronte os desafios que surgem, sejam eles pessoais ou profissionais. E esse aprendizado é constante, pois sempre podemos conhecer, querer e poder em níveis mais complexos, constituindo assim uma verdadeira espiral do conhecimento. Esse é o caminho da sabedoria, traçado pelos verdadeiros mestres, pelos iniciados que admitem que quanto mais sabem, menos sabem.

Por isso mesmo, na expansão do saber, menos é mais, pois não precisamos de todas as informações e conhecimentos para agir, mas dos adequados em cada contexto. Mais vale uma gota de sabedoria do que um mar de conhecimento. As empresas, escolas e universidades são fontes inesgotáveis de informações, porém a prática mostra que a responsabilidade integral desse movimento é de cada indivíduo. Os desafios do cotidiano tanto podem nos derrubar quanto nos alavancar, simplesmente nos colocando a seguinte questão: o que estamos fazendo é realmente o que queremos fazer? É por isso que os agentes externos podem nos incentivar a aprender e gerar melhores resultados, mas cabe a cada indivíduo informar-se sobre o que quer, motivar-se, para assim, e somente assim, desenvolver os meios para gerar melhores resultados. E você, o que a Vida está lhe convidando a praticar, e assim, realmente aprender?

André Luiz Dametto apoia pessoas a transformar vocações em conquistas

Sobre André Luiz Dametto

Apaixonado por aprender e criar. Às vezes professor e consultor, outras artista ou flâneur, mas livre, sempre..
Esse post foi publicado em Coaching, Comunicação, Educação, Gestão e marcado , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s