Aprendendo sobre criatividade e inovação com um “consultor” ousado: o palhaço

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Em um mundo cada vez mais rápido e competitivo, a capacidade de inovar produtos e processos tem determinado a perenidade de um negócio. Entretanto, criar um ambiente criativo é um obstáculo comum em muitas organizações. Sendo assim, é importante que líderes e organizações desenvolvam sua competência em Inovação. E hoje quem traz lições de inovação práticas e “fora da casca” é um “consultor” inusitado: o palhaço.
ousadiaA sua figura cômica sempre esteve presente na história da sociedade. Nas mais antigas civilizações indivíduos faziam o uso da máscara para se transfigurar. Esta ação surgia da necessidade de uma comunicação livre e verdadeira, o que as convenções moralistas da sociedade não permitiam. Nada muito diferente dos dias de hoje… Paradoxalmente, no momento em que alguém coloca um anteparo no rosto, é possível, mesmo que por um instante, deixar de representar. E sendo esse “outro alguém” se ganha liberdade para ser além do que se costuma ser socialmente. O “eu mesmo” é aquele que dá risada quando não deveria, e não precisa provar sua excelência a todo tempo: ele simplesmente o é.
sadclownNo entanto há muitas pessoas que zombam ou mesmo temem ao ver alguém usando um mero nariz vermelho. Esse estigma negativo que envolve o universo da “menor máscara do mundo” está muito vinculado à sua banalização nos últimos 30 anos. Em sua origem, o palhaço era uma figura arquetípica que carregava muita coragem e tinha como objetivo revelar o lado humano mais verdadeiro e, assim, despertar o riso. Ele era encontrado em sessões de circo com público basicamente adulto. Suas apresentações eram carregadas de críticas sociais, desconstrução de hierarquias e subversão de valores. Entretanto, com a chegada da televisão, as cadeiras da plateia ficaram praticamente vazias, e o grande circo de variedades foi obrigado a focar seu repertório no público infantil. Assim, as possibilidades de comunicação do palhaço foram limitadas (para a alegria da Matrix), e ele foi obrigado a se transformar em um agente propulsor de exagerada alegria. Os programas de auditório, empreendedores de palco e grandes eventos de massa estão aí para exemplificar. Foi neste momento que o palhaço resolveu desenhar uma lágrima em seu rosto.

Nas organizações, durante muito tempo o palhaço adentrou “o picadeiro corporativo” apenas com fins recreativos. Recentemente, com a necessidade de inovar os métodos tradicionais de Educação Executiva, empresas e escolas de negócios estão despertando pra experiências de treinamento associadas ao lúdico e cultural. E assim, arrojadamente, algumas organizações já estão convidando o palhaço pra dentro de sala de aula, a fim de desenvolver competências como inovação, criatividade e trabalho em equipe. Na prática, o palhaço traz lições para os gestores de como lidar com o erro, agir sob pressão, escutar o outro e lidar com a opinião alheia. Com este treino, cada colaborador aprende a reconhecer sua verdade, equilibrar e utilizar sua vulnerabilidade pessoal como uma força, triangulando criativamente com o seu público. Os resultados práticos deste trabalho indicam uma melhora na cumplicidade e comunicação entre os membros do time, e consequentemente, seu engajamento no negócio.

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Apesar do conservadorismo contemporâneo que valoriza o politicamente correto, o palhaço está cada vez mais vivo no imaginário das pessoas. Isso se reflete na crescente procura por treinamentos baseados nesta linguagem, por alcançar resultados mais profundos do que qualquer outra artimanha de motivação. Afinal, a experiência da pequena máscara se revela quando, ao decidirmos colocá-la, temos também a liberdade de retirar a nossa máscara pessoal. E você, já imaginou como poderia criar melhor reconhecendo o seu palhaço interior? Bem-vindos, senhoras e senhores, o espetáculo está apenas começando!

André Luiz Dametto apoia pessoas a transformar vocações em conquistas 

* O artigo contou com a colaboração de Lana Sultani, Diretora e fundadora do Grupo de Teatro Desajuste

Sobre André Luiz Dametto

Apaixonado por aprender e criar. Às vezes professor e consultor, outras artista ou flâneur, mas livre, sempre..
Esse post foi publicado em Coaching, Comunicação, Equilíbrio Pessoal e Profissional, Essência da Vida, Pensamentos e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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