Mais concerto e menos conserto: como transformar as pessoas em diferencial competitivo nas organizações

 

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O retorno do investimento em projetos de Gestão de Pessoas está cada vez mais evidente para os empresários. É crescente a quantidade de empresas que se beneficiam com os ganhos de um time engajado, refletido diretamente no aumento de suas receitas e na redução de custos. Em busca de inovação, muitos empreendedores tendem a buscar melhorias em seus produtos, tecnologias e processos. Entretanto, um dos meios mais acessíveis para gerar valor novo nas organizações é desenvolver o seu modelo de Liderança e a Gestão de Talentos.

Os números não mentem: pesquisas como a do Instituto Gallup indicam aumento de 22% nos lucros, 21% de aumento na produtividade e 25% de redução da taxa de rotatividade de funcionários (turn over) após projetos de melhoria do clima organizacional. Desde 2003 eu venho acompanhando de perto o caso de uma empresa de consultoria de gestão que investe em sua estratégia de Gestão de Talentos como fator de diferenciação. Dentre as ações que eles implementam, destaco o completo plano de treinamentos da equipe, as atividades de integração fora do trabalho e as ações de voluntariado que aumentam o engajamento do time, principalmente entre os jovens talentos. Em 10 anos, a empresa já obteve cinco títulos Great Place to Work, e hoje apresenta um turn over 33% menor que a média no seu setor.

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Apesar das evidências, ainda há líderes de negócios que não perceberam o diferencial competitivo que as pessoas podem representar para seus negócios. Geralmente costumam reclamar dos crescentes custos para “corrigir defeitos de sua mão de obra”. Primeiramente, é preciso banir do vocabulário corporativo este termo mão de obra. Mais que mãos, também somos cérebros, sentimentos e almas. Sim, almas, se esse termo pareceu inoportuno aceite que há cada vez mais evidências da importância da inteligência espiritual para a inovação nos negócios. Mas isso é tema para outro artigo…
Parece que alguns executivos se esquecem de que são tão seres humanos quanto aqueles que gerenciam. Ainda é preciso relembrar que gente não é máquina, logo não tem defeito, e sim pontos de melhoria, e isso proporciona uma liberdade muito importante para que os funcionários desenvolvam seus talentos e mudem suas crenças limitadoras. Finalmente, o termo custos não reflete o potencial de retorno que as pessoas podem promover para a organização, cabendo melhor então o termo investimentos.

 

Para aqueles que decidirem começar uma jornada efetiva de projetos em Gestão de Pessoas, compartilho alguns aprendizados para o equilíbrio nas decisões:

1) Para que seja um diferencial competitivo, o seu time precisará ser único e diferenciado na competição no mercado. O quanto você tem investido para criar uma equipe distinta das outras? Para isso você vai precisar recrutar gente diferente, treinar competências distintas, e ter práticas de gestão de pessoas além do tradicional Departamento de Pessoal.
2) Não basta ser, também é necessário parecer distinta. Não adianta ter um monte de diferenciais que as pessoas não percebam. Sendo assim, após investir em uma proposta de valor diferenciada, comunique corretamente a mesma, nas devidas mídias e para os públicos que seu negócio queira alcançar.
3) A última e mais importante lição é se perguntar: o que meus clientes externos e funcionários querem? Investir em um projeto de Gestão de Pessoas se baseando apenas em consultorias ou casos externos pode significar jogar dinheiro fora.

Uma vez iniciados os trabalhos, o que vai garantir que o investimento foi rentável será a mensuração de indicadores de melhoria no negócio. Por isso, mesmo em projetos mais qualitativos, sempre é possível definir uma meta. Uma vez alcançada, essa meta motivará os colaboradores e executivos a continuarem investindo em novos projetos, criando um ciclo virtuoso que beneficia todos no negócio. Assim, espera-se criar nas organizações um ambiente mais positivo, em que as pessoas sejam percebidas como parte de uma grande orquestra, e não como máquinas. Cada colaborador possui um instrumento, ou talento, sendo executado com destreza, razão, emoção e espírito, compondo um grande concerto de posturas, eficiência e resultados. E você, que música está tocando em sua organização? É possível afinar a Gestão de Pessoas e transformar seu negócio em uma bela orquestra (ou banda de jazz, se for mais a sua cultura). Uma bela canção começa com o primeiro acorde, vamos juntos. Viva seu talento!

 

André Luiz Dametto assessora pessoas para transformarem crises em oportunidades através do N.ovo, uma jornada de autoconhecimento e ação

Sobre André Luiz Dametto

Apaixonado por aprender e criar. Às vezes professor e consultor, outras artista ou flâneur, mas livre, sempre..
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2 respostas para Mais concerto e menos conserto: como transformar as pessoas em diferencial competitivo nas organizações

  1. Núbia disse:

    Parabéns pelo Artigo! Simples, objetivo e inspirador!!

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