Diversidade é equilíbrio

Juventude e engajamento, estas são as marcas do João Silva, empreendedor social que conheci na Casa Luz, espaço de intercâmbios entre empreendedores aqui no Rio de Janeiro. João foi um dos talentos selecionados pelo projeto Iniciativa Jovem, da Shell, e hoje participa do contemporâneo debate da Diversidade na agenda de negócios nacional. João é o executivo da Diverso, empresa de treinamento e consultoria em atendimento ao público LGBT. Conheça a sua contribuição para o desenvolvimento de um meio de negócios mais equilibrado.

“A afetividade é uma parte fundamental da vida humana. As pessoas com quem passamos os melhores, os piores, ou mesmo, os mais corriqueiros momentos da Vida, são essenciais para  nossa construção como indivíduos. Logicamente, o desenvolvimento afetivo tem impactos significativos em outras esferas da Vida, incluindo nosso desenvolvimento profissional.  Quando estamos apaixonados, por exemplo, geralmente gostamos de compartilhar esse sentimento com nossos amigos, familiares ou mesmo colegas do trabalho. Faz parte das relações sociais a troca de informações sobre nosso cotidiano, e isso geralmente inclui informações sobre nossas afetividades. Contudo, para alguns profissionais, sobretudo os de orientação sexual não-heterossexuais, falar sobre algo simples como, por exemplo, o fim de semana com a pessoa amada, pode ser motivo de grande aflição e mesmo sofrimento. Infelizmente, em determinados grupos sociais, uma simples afirmação de que se está feliz afetivamente com alguém do mesmo sexo, pode ainda trazer constrangimentos ou mesmo prejuízos a vida profissional.

Esse efeito nefasto do preconceito produz uma série de prejuízos emocionais, e mesmo de rendimento nos membros de uma equipe de trabalho. Sabemos da importância do equilíbrio entre todas as partes que compõe nossa existência como sujeitos, e quando se trabalha em uma empresa onde um aspecto importante de sua vida é estigmatizado, ou pior, “punido”, muitos profissionais acabam desequilibrando essa balança emocional. Muitas empresas perdem ou deixam de desenvolver grades talentos por ignorar essa realidade. Essas foram algumas das inquietudes que nos levaram a desenvolver a Diverso. Somos uma empresa de consultoria cuja missão é ajudar empresas a dialogarem de maneira mais satisfatória com seus colaboradores homossexuais, bissexuais ou transgêneros. Como empresa de consultoria, ajudamos instituições/empresas a implantarem políticas efetivas de respeito à diversidade. Em vez de a diversidade ser encarada como algo negativo, ajudamos gestores e executivos a perceberem como um valor agregado de fortalecimento de suas instituições. Tal como já fazem “gigantes” do mercado, como a Google, Facebook e Ford. No Brasil, destacamos a cultura de diversidade da Dell Computadores como um exemplo positivo desse processo.

Empresas que investem em treinamento e implantação de uma cultura de diversidade possuem melhores resultados em suas equipes. Poderíamos citar muitos outros exemplos em diferentes setores do mercado, mas basta aqui lembrar que não é à toa que mais de 90% das empresas mais ricas listadas pela Fortune 500 possuem políticas de valorização de seus colaboradores homoafetivos. E é visando tornar o ambiente de negócios brasileiro um espaço que também respeita a diversidade afetiva que nós da Diverso contribuímos para tornar o mundo um lugar mais equilibrado.”

Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho do João, acesse o facebook da empresa que ele coordena.

E você, qual sua opinião sobre o respeito às afetividades no ambiente profissional? Equilíbrio é o ponto de integração em que as diversidades se encontram, com respeito, acima de tudo, de todos as partes.

Enriqueça com equilíbrio,

 André Dametto

Sobre André Luiz Dametto

Apaixonado por aprender e criar. Às vezes professor e consultor, outras artista ou flâneur, mas livre, sempre..
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Uma resposta para Diversidade é equilíbrio

  1. Mônica Ribeiro disse:

    O mundo marcha em relação ao bom convívio com a diversidade.

    É o que concluo quando vejo ações de peso sendo tomadas pelos mais diversos setores da nossa sociedade. Hoje repasso pontos relevantes da entrevista do Caderno Negócios do jornal espanhol EL PAÍS de 30/10/2011 realizada com a Diretora Global de Inclusão e Diversidade da empresa multinacional ACCENTURE Nellie Borrero.
    Seu objetivo principal é converter a consultora Accenture em uma empresa mais igualitária e defini como diversidade em uma empresa ações como: programas específicos para mulheres, variedade étnica, de religião, inclusão da comunidade de gays e lésbicas e pessoas com discapacidades. Enfim qualquer um que tenha uma diferença em relação à maioria (no caso das mulheres a maioria é discutível!).
    E comenta também que caso a diversidade não esteja na agenda da alta direção a iniciativa de inclusão não vai adiante. Se ela se torna prioritária e se avalia aos líderes baseado nela, aí sim se começa a ver mudanças.
    Como já foi puntuado no artigo de André Dametto: “Bendito é o negócio entre as mulheres”, Nellie Borrero confirma a existência de dezenas de estudos que comprovam que quantos mais diversos são seus empregados, mais produtivo é o ambiente de trabalho no qual se encontram. Até porque se todos têm o mesmo perfil vão contribuir com idéias muito semelhantes.
    Outro ponto importante é o fato de ser contra a “discriminação positiva”, ou seja, forçar certas quotas para cargos de direção. O “tiro pode literalmente sair pela culatra” visto que além do fato de gerar resistência por ser algo imposto. Se uma mulher é promovida por obrigação, mas não está suficientemente preparada para o posto se pode comprometer todo o processo de inclusão. Uma melhor solução seria que as empresas dedicassem tempo e recursos para preparar as mulheres para o êxito profissional. Isso é o que funciona e não a obrigação.
    Para finalizar comenta ainda como um bom sinal que o tema da diversidade esteja sendo cada vez mais discutido em universidades e escolas de negócios. Sendo incluído em conferências e centros de ensino internacionais. Porque afinal de contas não basta apenas aprender a gestionar um negócio, mas sim também entender o aspecto humano das organizações. Um bom líder deve ser também um bom estimulador de pessoas não importando quão diversas sejam.

    Até a próxima,
    MÔNICA RIBEIRO

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