Um flâneur contemporâneo

Acho que quando eu nasci virei para minha mãe e pensei: nessa encarnação eu resolvi fazer algo de diferente… #Marilacfeelings

Então desde criança me achava meio diferente em tudo: preferia conversar com os adultos, escrevia histórias com “cenas dos próximos capítulos”, descobria de bicicleta os meandros do Centro da Cidade do Rio de Janeiro, e nutria um interesse muito curioso por astrologia. Lembro que eu adorava uma revista chamada Destino.

E conforme fui crescendo fui percebendo o quão interessante é ser diferente do outros. Inclusive penso que se cada pessoa descobrisse e aceitasse a sua própria diferença (e assim a dos outros) o mundo seria um lugar muito melhor para se viver. Fui fazer Engenharia de Produção pois esta seria uma faculdade onde haveria diferentes opções de identificação, e foi o que aconteceu. Acho que escolhi a mais inusitada para um engenheiro: a Gestão de Pessoas.

E lá fui eu começar minha quixotesca missão de conciliar razão e emoção nos meus trabalhos. Minha trajetória de carreira me proporcionou trabalhar apoiando pessoas e negócios a se desenvolver, e um dos meus processos críticos de trabalho é a Pesquisa e Desenvolvimento. Quem trabalha com consultoria, treinamento e coaching não pode parar de aprender, nunca!

E para ser diferente, minhas formas de aprender são várias. A fundamental é a acadêmica, que nos dá mais que uma base de conhecimentos, mas também experiências, trocas, e títulos que a sociedade tanto valoriza.

Entretanto um pensador precisa ir além da Academia, precisa sentir, experimentar, então uma das experiências mais ricas que tenho de aprendizado é ser um flâneur contemporâneo. Flâneur é aquele observador atento que caminha tranqüilamente pelas ruas, absorvendo cada detalhe quase sem ser notado. Fazendo isto, ele observa o que passa destatento aos olhos, ouvidos, coração, e assim viver se torna uma experiência muito mais rica.

Mas o que teria um flâneur a ver com meu trabalho de consultoria, treinamento e coaching? Eu diria TUDO. Acima de qualquer metodologia, existem seres humanos, e se teve algo que aprendi é que pessoas geram resultados, não máquinas nem processos.

"Flanando" em Paris

Assim, digo que cada viagem, cada fotografia, cada bate-papo numa mesa de bar só me tornar um profissional mais completo, e equilibrado. Este é meu jeito de ser, a minha forma de apoiar pessoas e negócios a se desenvolver. Qual a sua?

Abs, ótimo fim de semana, André Dametto

Sobre André Luiz Dametto

Apaixonado por aprender e criar. Às vezes professor e consultor, outras artista ou flâneur, mas livre, sempre..
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2 respostas para Um flâneur contemporâneo

  1. moacir Jardim disse:

    Oi André, meu primeiro post aqui…você me deixou emocionado com seu texto…também me vi em algumas partes quando vc diz que nasceu diferente, essa diferenca faz toda a constelacäo vibrar..
    quando voltar a Paris, pare aqui em Köln, adoraria te ver novamente!
    bjos
    Moa

  2. Guilherme Velho disse:

    “Fazendo isto, ele observa o que passa destatento aos olhos, ouvidos, coração, e assim viver se torna uma experiência muito mais rica.” _ até porque “o essencial é invisível aos olhos”, concorda?

    Obrigado por me ensinar mais um conceito. Também sou um pouco flâneur, mais uma similaridade entre a gente.

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