O que aprendi nos EUA

              

É interessante como o regresso para casa é um dos momentos que mais gosto em uma viagem. É ancestral no ser humano esse conflito interno entre buscar o novo e ficar no conforto da sua origem. E é fato: o que mais acontece em qualquer viagem é a famosa resistência à mudança. Grande parte dos infortúnios que tive foram mais associados à minha resistência com uma nova cultura, do que necessariamente a um aspecto maniqueísta de bom versus ruim, certo versus errado. Um americano de primeira viagem em terras brasileiras também teria diversas críticas em relação ao Brasil. Aspectos positivos e negativos todas as sociedades têm, mas o ponto é: vamos aprender com o que dá certo, e crescer com equilíbrio em busca de uma Vida melhor.

Então, o que podemos aprender com os americanos? Dentre os pontos mais positivos que percebi, destaco os sensos de protagonismo e responsabilidade que o indivíduo assume naquela sociedade. Cada um se enxerga como o dono da própria Vida, traçando seus objetivos e correndo em busca dos seus sonhos, em vez de ficar esperando do presidente, do gerente, do professor, dos pais ou da situação econômica. Ou pior: invejando o outro sem fazer algo digno pra consegui-lo. Outro ponto fantástico é o senso de liberdade que é ofertado ao indivíduo. Como existem mecanismos de controle, até exagerados, entende-se que, respeitando as regras, cada um pode decidir fazer o que bem entender da sua Vida. Por isso existe tanta diversidade e respeito à diferença, como também se verifica nos países do Velho Continente. Gostei muito da valorização dada ao bom produto e serviço, e dos mais diversos tipos. Se você for bom no que faz, nos EUA há mais chances de você ser reconhecido. Você pode enriquecer como executivo, pintor de parede, engenheiro, cabeleireiro, dentista, escultor, o que for. O americano típico não é fanático por poupança, então, quando há dinheiro fluindo, eles consomem uma gama imensa de produtos e serviços, e movimentam a economia. Com isso, florescem a produção humana, os conhecimentos, a inovação, e por aí vai.

Numa escala entre pessimista e otimista extremos, me posiciono no ceticismo, mas com um olhar voltado para o positivo. Sendo assim, creio que o Brasil está caminhando em um movimento caórdico (caos + ordem), mas que tende a crescimento no longo prazo. Avanços são percebidos nos indicadores sociais, econômicos, e minha experiência profissional me faz conhecer um Brasil de Primeiro Mundo, com gente produtiva, inteligente, ética, bem sucedida, educada, bonita e saudável. O brasileiro de que me orgulho de chamar de co-patriota. Entendo que uma grande alavanca para nosso país está no mundo profissional, das empresas. Elas hoje impactam os mais diversos tipos de públicos e possuem praticas cada vez mais voltadas a resultados sustentáveis para estes públicos. Felizmente, existe todo tipo de gente, de empresa e de mercado, e cada pessoa, sabendo definir seu perfil e se posicionar corretamente, tenho bastante crença de que o Brasil continuará avançando através da revolução quase silenciosa que está acontecendo nas empresas.

Os paradigmas bem sucedidos da gestão das empresas privadas estão impactando casos e mais casos na gestão pública! Em época de eleição dos representantes do Poder Executivo em nossas cidades, convido o leitor a atuar como um auditor do candidato eleito, verificando o cumprimento do seu plano de governo, e principalmente, o alcance de resultados. Avançando, nossos municípios ajudam o Brasil a avançar, e tornar-se um exemplo de gestão pública para o Mundo. Sim, se é pra ter uma visão, que seja grande, como fazem os americanos. E, independente do seu novo prefeito, lembre-se de que seu sucesso, equilíbrio e satisfação de Vida dependem, principalmente, de Você!

Bem, pra concluir, algo leve e bem americano: vou fazer o Top Ten das cidades, da que eu mais gostei para a que eu menos gostei. Quero enfatizar que quando gosto ou não, me refiro às experiências que eu tive na cidade, não necessariamente aos atributos da mesma. Seria muita pretensão. Para montar o ranking utilizei quatro valores que uma André Dametto Experience precisa ter, nesta ordem: gente com Alma (a maiúsculo, de propósito), Arte (inclui museu, atrações turísticas, arquitetura, etc), Noite e afins (aham), e Comida (adooooooro comer). Pois bem, lá vai o tal do ranking:

1o Chicago – ganhou apertado, mas a Alma do lugar me faz lembrar de detalhes
2o San Francisco – delicinha, super transitável, cheia de atrações, curticao
3o Miami – fecha no óculos e capricha no bronze que hj a noite eh boa, co-le-ga!
4o Boston – os ares da cidade me fizeram ter abstrações e criações fantasticas
5o Nova York – Eh legal, gente! Tem lugar pra todos, must go de qq globetrotter
6o Disney – Gracinha, fofolete, organizada, its Ok! Um bj Mickey, me liga!
7o Fort Lauderdale – Praia! E praia! De repente, mais praia! Ah, eu moro no Rio…
8o Los Angeles – Tudo de chato que o Rio tem, sem o lado bom q o Rio tem…
9o Washington – Não deu tempo de conhecer bem, quem sabe outra hora
10o Las Vegas – O erro! Um dia volto de pirraca so pra conferir se eh isso mesmo.

Quem diria, Chicago! Pois eh, ainda bem que a Vida eh feita de risco e tomada de decisão! E eu, será que volto diferente depois desta viagem? 

Bjs, valeu pelo carinho de todos os amigos, e claro, um bj mais que especial pra minha mãe, minha companheira ETERNA de viagens físicas e metafísicas.

Andre Dametto

Sobre André Luiz Dametto

Apaixonado por aprender e criar. Às vezes professor e consultor, outras artista ou flâneur, mas livre, sempre..
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