Em terras chilenas

 

                    

 

Bem amigos da Rede Vida,

 

eis-me aqui de novo em minhas buscas físicas e metafísicas, e agora em terras chilenas. Cheguei hoje em uma Santiago organizada, de pessoas queridas e com uma sensaçao de "esta viagem vai ser boa"…

 

Bem, no início aqueles perrengues de Sempre: a Gol (I hate it…) cancelou meu vôo, me mandaram pra Congonhas e lá vou eu correndo de uma ponta a outra de Sao Paulo pra embarcar em Guarulhos… quase perco o vôo, mas enfim, atençao tripulacao, portas fechadas… e eu dentro, ufa.

 

Depois um ritual meio esquisito, as aeromoças passavam vez por outra tacando um baygon bizarro, segundo elas normas de higiene chilenas. O que será q eles estavam tentando eliminar com aquele spray fedorento? Pausa dramática (by Rodrigo Angela Bismark), me detenho na leitura do guia chileno. Alias, dica: sempre qdo viajar, dá uma estudada na cidade, sua história, seus recantos, a viagem fica bem mais interessante, confia na dica…

 

Bem, o trajeto foi encantador: muitas paisagens, cores, uma hora montanhas, depois um desertao argentino meio marrom, depois dunas de areia muito branca, ai vêm muitas montanhas rochosas, e eis que de repente surgem elas: as Cordilheiras dos Andes. A gente sempre sente uma emocao qdo ve de perto aquela foto da National Geografics. Lembro de momentos assim qdo passei por cima dos Alpes Suicos e qdo vi a calcinha da Torre Eiffel. Mas hein, as Cordilheiras me deram fome: parecia um bolo de chocolate com acucar de confeiteiro em cima… coisa mais linda.

 

Agora vim aqui na lan dar o truque: minha bateria da maquina de fotografia acabou e tenho que recarrega-la, afinal o que seria de mim sem minha inseparavel companheira de viagem. Enquanto recarrega vim postar, tava em falta com minhas divagaçoes blogueiras.

 

Hoje fui comer no famoso Donde Augusto, no Mercado Municipal da Cidade, é bem parecido com o de Sao Paulo. La provei os famosos pescados e o tal do pisco sour… Rapaz, depois de 2 copos o garcon me explicou o teor alcoolico da bebida tipica: 35o, o que justificava minha subita animacao. Mas com horas a menos de sono, foi eu entrar no onibus do city tour e pegar num sono daqueles de roncar… Sò tive q acordar qdo vi a famosa Sanhatam, uma área modernerrima, mistura de Santiago com Manhatam… t’a boa?! E melhor, as Cordilheiras estao sempre no fundo de qualquer foto q vc tire, so nao aparece mais porque a cidade ‘e tipo uma panela, com tanta montanha em volta a poluicao da cidade de 5 milhoes de habitantes nao tem pra onde sair, deixando um eterno fog cinzento na cidade que hoje esta a 10 graus. Quase Londres…

 

Mas o que mais tocou meu coracao mesmo foi a gentileza dos chilenos. Eles sao muito queridos, parece q estou na queridolandia, eles sempre se despedem assim: que te vayas bien… Conforme a viagem for acontecendo vou relatando os novos causos. Por enquanto, deixo vcs com uma poesia do Pablo Neruda, poeta chileno mais conhecido mundo afora. Tudo a ver com o espírito do blog. Bjs, te amo hoje, me liga, André

Muere lentamente

Pablo Neruda

Muere lentamente quien se transforma en esclavo del hábito,

repitiendo todos los días los mismos trayectos,

quien no cambia de marca, no arriesga vestir un color nuevo

y no le habla a quien no conoce.

Muere lentamente quien evita una pasión, quien prefiere el negro sobre blanco

y los puntos sobre las "íes" a un remolino de emociones,

justamente las que rescatan el brillo de los ojos,

sonrisas de los bostezos, corazones a los tropiezos y sentimientos.

Muere lentamente quien no voltea la mesa cuando está infeliz en el trabajo,

quien no arriesga lo cierto por lo incierto para ir detrás de un sueño,

quien no se permite por lo menos una vez en la vida, huir de los consejos sensatos.

Muere lentamente quien no viaja, quien no lee,

quien no oye música, quien no encuentra gracia en sí mismo.

Muere lentamente quien destruye su amor propio, quien no se deja ayudar.

Muere lentamente, quien pasa los días quejándose de su mala suerte o de la lluvia incesante.

Muere lentamente, quien abandona un proyecto antes de iniciarlo,

no preguntando de un asunto que desconoce

o no respondiendo cuando le indagan sobre algo que sabe.

Evitemos la muerte en suaves cuotas, recordando siempre que estar vivo

exige un esfuerzo mucho mayor que el simple hecho de respirar.

Solamente la ardiente paciencia hará que conquistemos una espléndida felicidad.

Morre Lentamente

Pablo Neruda

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito,

repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca,

não arrisca vestir uma cor nova e não fala com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o alvo

e os pontos sobre as "íes" a um redemoinho de emoções,

justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos,

corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não "vira a mesa" quando está infeliz no trabalho,

quem não arrisca o verdadeiro pelo incerto para ir atrás de um sonho,

quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música,

quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se de sua má sorte ou da chuva incessante.

Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,

não perguntando de um assunto que desconhece

ou não respondendo quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em suaves parcelas, recordando sempre que estar vivo

exige um esforço muito maior do que o simples fato de respirar.

Somente a ardente paciência fará que conquistemos uma esplêndida felicidade

Sobre André Luiz Dametto

Apaixonado por aprender e criar. Às vezes professor e consultor, outras artista ou flâneur, mas livre, sempre..
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