A Vida e seus temperos

                                        

Mãaaaaaaaaaaaaaaae, TCFê! Era com esse bordão (resumindo um Tô com fome!) que até meus dez anos eu pedia pra minha mãe preparar alguma comidinha. Como eu gostava de comer: em coquetel, eu adorava ficar perto da saída das comidinhas; em festa de criança eu seeeeeeeeeeempre levava doce pra casa, e no dia de são Cosme e Damião, ía com meus amigos para o bairro do Saúde, onde ainda há a tradição de se distribuir doces. Mas enfim, eu cresci, e continuo amando comer.

Dentro do meu conceito de saber viver, um ritual que está incluído é o de comer bem. Gosto muito de comida bem feita, num lugar transado, e que estimule todos os nossos sentidos: um bom visual, iluminação adequada, sonoridade agradável, mobiliário confortável, e claro, uma comida cheirosa, com boa apresentação, e deliciosa. 

Apesar de gostar muito de comer, não sei preparar nada, fato que nem fogão tenho em casa. Mas mesmo assim o lugar onde a gente acaba parando pra conversar lá em casa é a cozinha. Brinco que é o lugar onde mais me sinto em casa. Cozinha é um lugar muito integrativo, tem algo que remete às cavernas, nós latinos gostamos deste binômio comer e conversar.

Mas enfim, a comida foi o mote pra escrever sobre algo que eu adoro: o sentir! E pra mim, todo sentimento é como um tempero necessário na nossa Vida. Nem demais, nem de menos. Assim como os temperos dão cor e sabor aos pratos, e ajudam a curar os mais diversos males, o sentimento bem vivido faz isso tudo na Vida. Antigamente os navegadores portugueses e espanhóis lançavam-se em mares desconhecidos em busca de especiarias que eram comercializadas a peso de ouro. E por causa delas, acabaram descobrindo novas terras.

Brinco que agora experimento isso comigo mesmo. Partindo em busca dos meus sentimentos, minhas especiarias, vou descobrindo algumas riquezas no meu self. Vou arriscar algumas analogias: a Vida é o prato principal, e ele nunca acaba, é um banquete que a gente deve ir saboreando aos poucos, curtindo o que aparecer, desde a entrada mais saborosa até aquela sobremesa que é meio azedinha. O amor é como a água, sem ela não existe Vida, não existe quiçá comida, mas comida aguada também não fica legal. O ciúme é igual o sal, tem que ter uma pitadinha. O sexo literalmente apimenta a relação. E ainda faltou falar do coentro, da salsinha, do manjericão, do orégano, e tantos outros que poderiam representar cada um sentimento na nossa Vida.

Entrar no SENTIR é igual aprender a cozinhar e experimentar ousar em um tempero aqui, outro acolá. Escolhemos um por vez, pra praticar um pouquinho, aprender a dose certa que nos agrada primeiramente, depois como fica legal para o outro, e assim, aos poucos, a gente vai fazendo um Festival do Sentir, um prato mais gostoso a cada dia, pra que a Vida fique mais saborosa, pra mim, pra você, pra todos nós!

André Dametto

Sobre André Luiz Dametto

Apaixonado por aprender e criar. Às vezes professor e consultor, outras artista ou flâneur, mas livre, sempre..
Esse post foi publicado em Sei lá. Bookmark o link permanente.

2 respostas para A Vida e seus temperos

  1. Lúcia disse:

    Nossa, Andrezicho!!! Acabei de ver seu blog!!! Adorei seus textos!! Muito bem bolados e gostosos de serem lidos!!!! Já tá adicionado aos meus favoritos!! Ah propósito vi que vc mandou recado para Lu!!! tb mandei. Ela já te respondeu? Beijos

  2. André disse:

    Valeu Lu, acho q eu sou meu maior fã, sempre q eu volto e leio o que escrevi um dia aprendo alguma coisa comigo mesmo, chega a ficar divertido hehehehe

    bjs, Dé

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s