Mudernu na medida exata

Bem, não podia deixar de publicar este post: neste exato momento me encontro num restaurante, onde a rede wireless me permite acesso à internet. Tudo bem que este recurso existe há milênios, mas é a primeira vez que faço isso num restô gente, eu sinceramente fiquei tocado com esta conectividade. Ainda mais eu que vivo me digladiando com as tecnologias. Confesso: vou do amor ao ódio quando o tema é tecnologia.

Essa semana entendi um pouco dos meus momentos de letargia e indagação profissional. Imagine um pintor que viu seu ateliê pegar fogo três vezes… Bem, assumindo as devidas proporções, o pintor é o professor e consultor que vos fala, e o ateliê é o bendito do meu computador, que já “foi pro saco” três vezes, perdendo arquivos, etc etc. Sim, porque ali guardo as aulas já ministradas, as análises bombásticas das consultorias realizadas, os registros, os vídeos engracadinhos que eu gosto de usar nas aulas, as fotos cômicas, enfim, meu material de trabalho.  E nessa hora a Gestão de Risco é um tema lindo de MBA, pois aquele bendito CD de backup q vc gravou resolve nao abrir os arquivos. Enfim, ninguém merece.

Mas como nenhum incêndio destrói a inventividade do pintor, entendo que existe um quê de desapego em todos estes incidentes. Sim, até para o professor, este exercício de desapegar-se das velhas aulas e recriar o conteúdo é um exercício muito interessante. É quando a pessoa sobrepoe-se ao substancial. E de pessoas é feito o mundo, e talvez isso tudo tenha servido pra mostrar a importância do SENTIR, sobre a qual eu tanto discorro. Os materiais antigos me deixavam numa zona de conforto que para um professor é mortal, pois o conhecimento é algo vivo, e tudo o que um aluno merece é estar com alguém que pensa, e cria.

Enfim, escrevi isso tudo pra dizer que, como tudo na Vida, tecnologia tem um lado muito bom e outro muito ruim, cabendo ao homem saber equilibrar o uso da mesma como um meio, que facilita a comunicacao (o que faço neste exato momento), mas que nao deve amarrar a inovacao.

Convivo há um certo tempo nos ambientes organizacionais e fica claro que os profissionais mais destacados vivem de idéias, e não de tecnologias. As empresas inclusive substituem gradativamente profissionais mais caros por jovens que se submetem a baixos salários e que como robôs de terno e gravata operam tecnologias, algum dia pensadas por outrem, quem sabe de chinelo e ipod no ouvido.

Termino com uma provocação: até que ponto Você é criador que pensa e sente, ou criatura dominada pela tecnologia? Eu buscarei incessantemente o primeiro caminho.

Abs, André

Sobre André Luiz Dametto

Apaixonado por aprender e criar. Às vezes professor e consultor, outras artista ou flâneur, mas livre, sempre..
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2 respostas para Mudernu na medida exata

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