Welcome Back!

                 

Um mês de férias, e agora, de volta ao Rio,  tudo que eu preciso são… férias! Pois tudo o que não fiz nesta viagem foi descansar: 9 cidades, 11 vôos, 3 trens, 4 ônibus, cinco albergues, dois hotéis, 11 museus, 20 clubs, mais de 40 bares, e alegrias e perrengues incontáveis. Resumindo: valeu muito a pena!  A viagem já começou com um quê de missão de reconhecimento, queria conhecer alguns Andrés dentro de mim, pessoas especiais no Velho continente, e até mesmo quem sabe uma possível morada para esta mente que vive em busca. Parti também cheio de imaginações, expectativas, e o mais legal é ver o quanto de ilusão habita nossa mente.

 

A Europa é sim linda, tem muitas possibilidades, encontros, mas a grande conclusão que tiro é que o Brasil é o meu lugar. Aqui sinto uma humanidade que não encontrei igual nos outros locais onde estive. Ficou nítido pra mim o que é o capitalismo, afinal pude conhecer alguns dos maiores PIBs e como eles foram alcançados. E sei lá, isso me deu uma sensação de que por lá o TER era mais importante. E ólha que eu sou bem consumista…

 

Outro mito é o de que somos muuuuuito desorganizados, e eles muuuuito organizados. Discordo: eles são cheios de desordens também, mas em contrapartidas são cheios de pré-requisitos. Aqui no Brasil pelo menos o jeitinho deixa a complexidade mais justa pra todo mundo. Só para registrar: avião lá atrasa também, aeroporto europeu também tem falhas de atendimento, o metrô deles é mal sinalizado pacas, e o atendimento em alguns lugares beira a falta de educação.

 

O que mais dói aqui no Brasil, e não existe por lá é esta tremenda desigualdade social, parece que lá dói menos ter dinheiro, consumir, é como se pobreza fosse pecado. Mas aqui mesmo no Brasil temos mini-Europas, e diria mais, até mais avançadas do que eles, e estou falando de cultura, tecnologia, saber viver. Me considero um privilegiado, claro que no nosso país há regiões com condições inóspitas, mas reafirmo: é possível sim aqui no Brasil criarmos todas as condições para vivermos em um país desenvolvido. Temos o principal elemento que constitui uma sociedade: mentes inventivas, inteligentes, flexíveis. Sinto muita falta de uma liderança mais preparada, em termos de governantes, e também de uma auto-liderança mais presente, ficou nítido que nós brasileiros sofremos de uma baixa auto-estima. A gente enche a boca quando diz que vai pra Europa, eu mesmo faço isso.

 

Resumindo, eu fui pra lá achando que ia encontrar um paraíso, mas o que conheci foram belas capitais de países colonizadores, mercantilistas, financiadas à luz de muito trabalho colonizado (até hoje, com as transnacionais), e com muito mais anos de história que nós.

 

De alguma forma isso me deixou otimista, e vejo que nosso caminho é continuar evoluindo, incorporando nos nossos anos de história avanços, e percebo os mesmos em diversos campos: fazemos ciência sim, somos casos de sucesso em gestão, sabemos fazer festa como ninguém, e reafirmo: temos a maior riqueza que existe, humanidade!

 

Ainda não sei como voltei modificado da viagem, mas sinto que é para melhor, e agora vou me dar umas férias mentais, produzi muita coisa nessa viagem, e o caminho do equilíbrio pede que deixemos o silêncio, o nada atuar também.

 

Valeu Vida, valeu André, você é um parceirão de viagem. Abs, obrigado, e que venham outras viagens pela frente.

André Dametto

Sobre André Luiz Dametto

Apaixonado por aprender e criar. Às vezes professor e consultor, outras artista ou flâneur, mas livre, sempre..
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