A existência da relação

 

              

 

Hoje resolvi escrever sobre a realidade, o presente, algo que busco valorizar a partir dos meus estudos da consciência. Um referencial no qual tenho encontrado muitas percepções e analogias é o da Física Quântica, que através das pequenas partículas ajuda o homem a encontrar resposta para “questões macroscópicas”. Um termo recorrente é o da energia: não existe energia parada, é inerente à mesma a troca e o movimento. E isto me inspira a transpor os movimentos das partículas para o estado das coisas reais do dia a dia.

Sendo assim, ouso dizer que não existem amigos, parentes, estudos, trabalhos, viagens e residências per si. O que existe para cada um de nós é a relação com estes conceitos: uma vez terminado um ciclo, uma etapa de vida, para nós aquele conceito também já não existe mais, somente memória e aprendizado. Como li em um belo artigo cujo autor não foi mencionado: “O que aconteceu, aconteceu. Não podemos ser filhos eternamente, nem adolescentes eternos, nem empregados de empresas inexistentes, nem ter vínculos com quem não quer estar vinculado a nós.”

O outro post Te amo hoje foi um dos mais controversos que já escrevi, alguns se reconheceram e gostaram, outros odiaram, e esta inconstância é justamente o que tenho pesquisado, como somos diferentes, no tempo, no espaço, nas percepções. Isso me faz crer que somos como as partículas dos átomos, inconstantes, porém existentes na troca, no relacionamento, e conscientes de que esta inconstância não nos torna menores, piores. Estudar história ajuda a entender um pouco da posse e apego que valorizamos atualmente, mas a Vida nos mostra diariamente como é importante vivenciar o hoje, dizer a quem nós amamos o quanto nos são caras, hoje! Amanhã é tarde, a Vida pode nos levar sem maiores explicações, éticas e justiças terrenas…

E o futuro, e as esperanças, e a fé? Como lidar com estes belos conceitos diante da transitoriedade da Vida? Será que é necessário perdê-los? Claro que não. São amigos, mas recorro à metalinguagem para dizer que também são conceitos transitórios, que podem ser acessados, mas não dominantes da nossa caminhada. Confesse, você sempre teve esperança e fé imutáveis? Guerras e fanatismos começam desta forma.

Bem, escrevi tudo isso para concluir que meu entendimento atual é o da importância da relação, no hoje, no agora, no que está acontecendo, até para quem está buscando relações mais perenes, mais esperança no futuro, mais fé. Negligenciar o presente se preocupando constantemente com o futuro obedece à uma crença de escassez, de falta, e que acaba atraindo isto para a Vida. Parafraseando John Lennon, A vida é o que acontece enquanto a gente faz planos. Então hoje lhe faço este convite de equilíbrio: Reflita sobre seu passado, planeje seu futuro, mas principalmente Viva, o presente é o hoje, por isto tem este nome.

André Dametto

Sobre André Luiz Dametto

Apaixonado por aprender e criar. Às vezes professor e consultor, outras artista ou flâneur, mas livre, sempre..
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