Quanto tempo! PARTE 1

Galera, fiquei um bom tempo sem postar, mas espero que este artigo seja bem proveitoso. Aguardo seu comentário. Abs, André

Marketing Pessoal – muito além da auto-ajuda

Você sabia que o Marketing Pessoal é como uma faca? Estranho, não. Mas como qualquer ferramenta, ele pode ser usado a seu favor ou contra você. Muitas pessoas não acreditam nele, desconfiam de seu embasamento, mas uma coisa é fato: você sempre está fazendo o seu Marketing! É como eu digo, basta ter existido para ter deixado uma marca nas pessoas. A velocidade da sociedade contemporânea não nos oferece muito tempo para que reflitamos sobre qual conceito teremos sobre cada pessoa. Então é fato: as pessoas criarão uma percepção sobre você, e infelizmente não investirão muito tempo nisto. Malcolm Gladwell, autor de Blink — The Power of Thinking Without Thinking, mostra com fatos e dados que as pessoas nos julgam através das primeiras impressões, e o que é pior: geralmente as confirmam após certo tempo de convivência. Então, você sempre está fazendo seu Marketing Pessoal, e já que é assim, a questão é fazê-lo bem feito.

Existem diversos mitos que afastam profissionais mais conservadores do tema. Um deles é o de que o Marketing Pessoal é auto-ajuda, e só contempla falácias. O alvo deste artigo é justamente mostrar que a mesma ciência do Marketing que apoiou diversas organizações a criar valor de negócio pode ajudar pessoas a alcançarem seus objetivos. Há também quem diga que Marketing Pessoal é tema para gente rica e fútil, que não tem com o que se preocupar. Eu afirmo justamente o contrário: se você quer prosperar ainda mais e tem conteúdo, recomendo fortemente que considere esta competência no seu rol de prioridades para desenvolvimento. É o tipo de conhecimento de alto retorno, gerando muitos ganhos sem tanto investimento. Há quem diga também que “fazer Marketing Pessoal” é mostrar para gente que você não gosta, o que você não tem e o que não é, mentindo, contando vantagens. Se começar o desenvolvimento assim, já lhe aviso que reside aí um grande risco. Marketing Pessoal precisa ser feito na base da verdade, ética e valores do ambiente onde você quer atuar. Então, muito cuidado na hora de criar um personagem. Máscaras sempre existirão, o ser humano é composto de “personas” profissionais, familiares, afetivas, dependendo de cada grupo, mas isto não significa ir contra seus valores.

Uma das formas de introduzirmos a “agenda” do Marketing no cotidiano de empresas, países e também de pessoas é deixar claro que existe ciência por trás de toda a retórica existente sobre o assunto. Não faltam consultores, artigos, livros, palestras, e uma panacéia de conceitos para nos deixar sempre com a sensação de que não sabemos tudo. E nem precisamos! O mais importante para o Marketing Pessoal é saber qual o seu objetivo, reconhecer seus pontos fortes, ter bem claros os seus valores, encontrar um local onde aplicá-los, e fazê-los percebidos. John Kennedy, presidente americano, sabiamente dizia que o segredo do sucesso é não querer agradar a todo mundo.

Kotler, renomado autor de Marketing, chama este modelo de 4 Ps : Produto, Preço, Praça e Promoção. Como qualquer negócio, temos um “produto” a oferecer: as nossas competências (conhecimentos, habilidades e atitudes) e a “embalagem” disso tudo. Esta embalagem tem tomado um vulto tão importante que chega a ser reconhecida como outro P, de package. Nas pessoas, esta forma é tudo que se refere aos cinco sentidos: sua imagem, os sons que você emite, o seu cheiro, sim, o seu cheiro. É muito triste ver profissionais talentosos serem preteridos por que não cuidaram da forma com que se vestiram, o tom de voz e a cadência de seu discurso, ou pior, do mau-hálito que nem a própria mãe teve coragem de alertar. A importância da forma foi comprovada cientificamente. Albert Merabian, da Universidade da Califórnia, no seu livro Silent Messages, defende que o poder de influência do conteúdo das palavras em um discurso não passa de 7%, enquanto a forma como as palavras são ditas e a fisiologia representam 38% e 55% deste poder, respectivamente.Veja a seguir um quadro resumo deste modelo de 4Ps:

 

            

Sobre André Luiz Dametto

Apaixonado por aprender e criar. Às vezes professor e consultor, outras artista ou flâneur, mas livre, sempre..
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