Mudanças

Oi pessoal,

não sei o que aconteceu no último tema, mas ninguém deixou um post. Deu pra ver que muita gente leu, mas nem um retorno comentando ou metendo bronca eu recebi, o q houve? Preciso dos retornos de vocês, afinal a gente só cresce na troca.

Pegando o ganho do tema anterior, falar de Vida é falar de MUDANÇAS, agora neste exato momento cada um de nós está passando por alguma transição, mas apesar de ser algo tão comum como o ar que a gente respira, a gente ainda tem n motivos pra não gostar das mudanças. É o que chamamos de resistência à mudança, fenômeno tão comum dado que já nascemos assim:

                

Lá dentro estava tão gostoso, tão quentinho, protegido, e aqui fora um mundo novo nos espera, cheio de promessas e riscos. E dado que a gente vai sempre precisar lidar com resistências, nada melhor do que buscar entender as causas das mesmas. Hoje tive a felicidade de ler um texto do articulista Geraldo Eustáquio de Souza, no qual ele discorre sobre este tema. O texto traz uma fórmula simples porém interessante para a reflexão: M = N – R, ou seja, a mudança só existe quando a necessidade da mesma é maior que a resistência. É deste texto que retirarei algumas causas, e trarei nos próximos posts, para entendermos juntos as causas das resistências, associarmos a questões contemporâneas, e se possível identificamos fontes de solução.

Pois bem, a primeira causa que gostaria de citar hoje é o famoso bordão:

“O mundo é assim; não adianta querer mudar.”

                                        

Uma coisa que a gente aprende quando estuda Física Quântica é que nada é, o ato de se observar algo altera aquilo que está sendo observado, e assim como as partículas microscópicas, nós estamos em constante movimento. Se pudéssemos analisar a composição de nossa matéria perceberíamos que somos um grande vazio, com partículas subatômicas dispersas. Tudo é energia. A maior parte da matéria (aproximadamente 90%) é feita de espaço vazio, o que Einstein definiu como energia. Os átomos não são objetos, são tendências. Em vez de pensar em objetos, a Física nos ensina a pensar em possibilidades. As coisas em que acreditamos são verdades criadas pelos outros, que não questionamos. Entretanto existem outras verdades mesmo sem conhecermos que as mesmas existem. 

A todo momento, as pessoas estão afetando a realidade que vemos, assim como os observadores dos fenômenos microscópicos. Dado que somos um NADA, algo que o filósofo Nietzsche já preconizava, também podemos ser TUDO. Então dizer que fulano é y, que ciclano y, e que o Mundo não muda, estamos recorrendo ao rótulo, que é incoerente com a natureza física dos corpos e sistemas. Nada e ninguém É alguma coisa, legal, ou chato, ou gordo, ou divertido, as pessoas e sociedades se comportam de determinada maneira, a partir de suas crenças, circunstâncias, recursos e restrições.

Deixando ciência de lado e olhando pra História, está mais do que provado que o Mundo não é um ASSIM coisíssima nenhuma. Graças a revolucionários e ao conhecimento humano sistemas foram combatidos, tecnologias foram criadas e inovações de todas as naturezas permitiram a evolução (ou involução) humana. Dado que o Mundo é um “pudim de passas” pronto para gerarmos, cabe a nós tomar uma decisão: o papel que desempenharemos.

Muitas vezes usamos essa desculpa: “O mundo é assim; não adianta querer mudar“, para os eventos que acontecem no dia-a-dia:

* corrupção dos políticos – e estamos em época de eleição

* mecanismos repressores dos sistemas dominantes de produção – optamos rapidamente por nos percebermos como massa de manobra dos dominantes – Empresas, Estado, Igreja

* Falta de afeto entre as pessoas – é muito fácil se vitimizar

* Inoperâncias que geram baixa eficiência e eficácia nos sistemas produtivos – ou será que na sua empresa não é um pouco assim?

Enfim, trouxe alguns elementos para discussão, e gostaria de saber o que você tem feito para não deixar o Mundo assim, do jeito que está.

Um abraço revolucionário,

André Dametto

Sobre André Luiz Dametto

Apaixonado por aprender e criar. Às vezes professor e consultor, outras artista ou flâneur, mas livre, sempre..
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4 respostas para Mudanças

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