Era uma vez…

Bem pessoal, preciso contar pra vocês o bem que este blog tem me proporcionado. Começando pelo lado mais elevado da coisa, estou adorando desenvolver esta coisa de escrever, colocar um pouco de emoção, deixar alguma mensagem, reflexão, enfim, uma marca de como eu vejo o mundo. A troca com as mensagens de vocês nos posts também têm sido dez, me fazem ver coisas que não tinha percebido, ter novas idéias. Acho legal também as próprias respostas que eu mesmo vislumbro pra cada post que eu crio, o negócio ficou bem terapêutico mesmo. Me vi tendo novas idéias (espero que sejam bem sucedidas), mudando algumas atitudes (bom dia Vida!), enfim, está sendo dez! Vou confessar que o ariano egocêntrico aqui também adorou os posts carinhosos. Vou gostar muito quando vocês me derem sugestões de temas também, quanto mais polêmico melhor, tá Rogério! Quem sabe eu coloco um limãozinho nesse guaraná diet hehehe 

Outra coisa também que eu fiquei pensando: sou meio dinâmico por natureza,  vivo conhecendo gente, experimentando coisas, visitando lugares, e aqui acaba sendo um reflexo desse agito. Mas também não quero me sentir o Amaury Junior, que vive badalando e contando aqui a mais nova festa ultra-concorrida em que esteve. Às vezes vou reservar o espaço pra discussão de temas a princípio não tão badalados, mas de relevância sublime. O exemplo que trago hoje é a experiência da contação de história, que venho tendo no curso magistral com o mestre José Gregório, na Casa da Palavra. O mundo das letras sempre me foi muito grato, digo com satisfação que minha creche foi a ABL, e vinha sentindo falta do contar histórias, escrever, enfim, colocar mais poesia na Vida através de expressão. O blog foi uma iniciativa, como escrevi, muito profícua. Já o curso de contação de histórias está sendo muito revelador. A primeira grande magia é a de dividir uma classe com 16 belas contadoras de história, me espantou um pouco a ausência masculina, e fica a primeira indagação: Homens, por que não contais mais histórias? Aliás na biodanza foi a mesma coisa, parece que homem foge mesmo de qualquer coisa mais emocional. Em suma, no curso a primeira grande lição é a de que para se contar bem uma história, é preciso antes ser um bom ouvinte, e fala sério, você já parou pra pensar se você escuta as pessoas verdadeiramente, dá atenção e tem um carinho especial pelo que elas dizem? Acho que perdemos muito ao deixar de ouvir o outro, ao tecer impressões imediatas, fórmulas prontas. Uma coisa que me deixa muito chateado é estar contando algo importante e não ser ouvido, ou já ter a sentença interrompida por uma impressão imediatista ou o que é pior, por um comentário distoante. Hoje em dia as pessoas competem até na dor: fulano 1 diz: – Nossa, estou com um problemão. Fulano 2 retruca: – Que nada, o meu é maior ainda! E nessa sociedade da competição, dos grandes tamanhos, do big, extra, mega, super, até o problema do outro tem que ser menor… Caramba, menos!!!

Outra lição que tiramos da contação de história é a de se dedicar e envolver o ouvinte literalmente, trazendo a participação dele para a história. E a melhor maneira de fazer isso é sentir o texto, fato é que geralmente os contadores acabam guardando a história em sua cabeça. A magia de qualquer história é que, qualquer história, mas qualquer mesmo, sempre tem alguma conexão com a Vida d´a gente… então contar e ouvir história é transformar e transformar-se.

O mundo precisará cada vez mais de histórias. No mundo business mesmo, percebemos que as grandes empresas são aquelas que nao vendem produtos, mas sim uma história, uma experiência, e seus valores guardados.

Ontem ouvi uma pergunta maravilhosa: Você é uma pessoa atualizada? A tendência é respondermos sim, afinal lemos aquele best seller, ou usamos aquela grife da hora, e o perfume do comercial. Mas de que adianta externalidades atualizadas se as suas crenças ainda são velhas, e você ainda se trata e se expressa como aquela criança guardada lá atras? Que história você está contando pra vc e pro mundo? Está valendo a pena?

Era uma vez uma pessoa muito especial, cheia de riquezas, saberes, poderes, e ela tem valores muito importantes, que ajudarão o mundo através de sua missão, da sua aplicação consciente, dosando razão e emoção. Essa pessoa é VOCÊ!

                                       

Um bjao de um contador de histórias em formação,

André Dametto

Sobre André Luiz Dametto

Apaixonado por aprender e criar. Às vezes professor e consultor, outras artista ou flâneur, mas livre, sempre..
Esse post foi publicado em Comunicação, Essência da Vida, Minhas histórias, Pensamentos e marcado , , , . Guardar link permanente.

2 respostas para Era uma vez…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s