Biodanza

Oi, hoje eu quero contar sobre um trabalho bem interessante que venho experimentando há uma semana: a biodanza. Isso mesmo, com z. Mas se fala como se fosse biodança. Em linhas gerais, a biodanza é um sistema de desenvolvimento humano criado por Rolando Toro, antropólogo chileno, nos anos 1960. Ela é orientada para o estudo e fortalecimento da expressão das potencialidades humanas, através da música, exercícios de comunicação em grupo e vivências integradoras. (Marilene Metran, 2006).  E como eu cheguei na biodanza? Bem, quem me conhece um pouco mais sabe que minha maior busca sou eu mesmo (aí toca Meu Caçador de Mim, do Djavan). Então como estudioso do campo de Desenvolvimento Humano já experimentei de tudo um pouco: psicanálise freudiana, terapia cognitiva, filosofia à maneira clássica, projeciologia e conscienciologia, astrologia, tarot, reiki, yoga, meditação, capoeira, trabalho voluntário, programação neurolingüística, oratória, teatro e mais ultimamente o coaching. Amanhã terça-feira estou me dando alta em uma terapia cognitiva, mas junto com o terapeuta reconheci a importância de trabalhar as emoções por outro veículo que não o racional,  e também a de interagir melhor com pessoas, e claro, suas emoções. Por n motivos acabei adotando uma postura mediana em todas as situações que vivencio, então convivo com os paradoxos de ser muito amistoso no trabalho, e meio profissional nas amizades. Eu sinceramente acho essa postura até certo ponto positiva, já que alinha com o caminho do meio budista, sem dramas nem friezas, mas a questão aqui é outra: estamos falando de POSTURAS. E saber canalizar as emoções é muito útil para saber lidar com estas diferentes posturas (pra não falar de máscaras, termo que acho muito feio).  Pois bem, é importante equilibrar a razão e a emoção. Da mesma forma que um passarinho não voa com uma asa só, nós precisamos do Q.I, Quociente intelectual, racional e do Q.E Quociente Emocional, para darmos sentido ao nosso viver. Aí entra a Biodanza, ela é um caminho pra ajudar a conhecer as próprias emoções, gerenciá-las, motivar-se, conhecer as emoções dos outros, e finalmente, lidar com as emoções dos outros. Está feita então a pirâmide de Goleman, 1997, na sua obra-prima Inteligência Emocional. Bem, racionalizei… Enfim, pra evitar essas teorias, modelos, e outros racionalismos que tanto curto, a biodanza foge a todas regras, e faz com que através do corpo, danças, toques, expressões a gente vivencie de tudo um pouco. Nas duas aulas que fiz não chorei (parece q todo mundo chora…), fiz vários passinhos, abracei um monte de gente, mas confesso que achei um pouco forçado… Mas enfim, é um primeiro passo, realmente as racionalizações não apareceram gritando alto, mas o mais legal nisso tudo foi a sensação de abertura ao novo, e cuidar-se é muito bom!

Bem, quanta viagem, mas o objetivo deste post foi levantar uma questão muito importante que me instiga: POSTURAS ou MÁSCARAS? Até que ponto vale a pena mostrar-se totalmente? É possível mudar posturas sem usar máscaras? Vale a pena uma postura na Vida Profissional e outra na Vida Pessoal? Eu sempre achei que não, mas enfim, o espaço é pra isso mesmo, discussão. Pra instigar deixo uma mensagem muito bacana abaixo. Fiquem bem, André Dametto

Cada vez
que ponho
uma máscara
para esconder
minha realidade,
fingindo ser
o que não sou…

faço-o
para atrair o outro
e logo descubro
que só atraio
a outros mascarados
distanciando-me
dos outros
devido a um estorvo:
A máscara.

Faço-o
para evitar
que os outros vejam
minhas debilidades
e logo descubro
que, ao não verem
minha humanidade,
os outros não podem
me querer pelo que sou,
senão pela máscara.

Faço-o
para preservar
minhas amizades
e logo descubro que,
quando perco um amigo,
por ter sido
autêntico,
realmente
não era meu amigo,
e, sim, da máscara.

Faço-o
para evitar
ofender alguém
e ser diplomático
e logo descubro
que aquilo
que mais ofende às pessoas,
das quais quero
ser mais íntimo,
é a máscara.

Faço-o
convencido de que
é melhor que posso fazer
para ser amado
e logo descubro
o triste paradoxo;
o que mais desejo obter
com minhas máscaras
é, precisamente,
o que não consigo
com elas

Sobre André Luiz Dametto

Apaixonado por aprender e criar. Às vezes professor e consultor, outras artista ou flâneur, mas livre, sempre..
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9 respostas para Biodanza

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