Sementes e frutos

Hoje nossa convidada é a Nazareth, que conheci em 2006 em um congresso de Coaching. Ela é uma terapeuta bastante reconhecida no campo do Transtorno do Déficit de Atenção, e nos conta como sua experiência apoia pessoas a se equilibrarem.

“Sou Psicoterapeuta Existencial, e como tal, procuro ver o meu cliente de forma holística, considerando todas as suas dimensões. Assim, faço com cada um deles um trabalho multidisciplinar onde além dos recursos da Psicoterapia faço meu trabalho de Coaching, usando sempre a linguagem da PNL (Programação NeuroLinguística), abordando a parte pessoal e profissional do cliente, além de seus sintomas psicossomáticos através da Neuropsicologia e do Neurofeedback, que hoje é uma das minhas ferramentas utilizadas em minha prática cotidiana no consultório. Considero sempre cada um como ser único, e direciono minha atuação profissional de acordo com a demanda do cliente.
Além do meu trabalho, sugiro a eles a prática de atividades físicas, exercícios de respiração e a busca de uma alimentação saudável.
 
Para me equilibrar, eu procuro incluir na minha vida as mesmas sugestões que ofereço aos meus clientes, até para ser coerente com o que eu digo, além disto, o que é condição para que eu me sinta feliz e realizada é trabalhar com o que eu tanto amo, isto realmente não tem preço.
    E esta é minha maior dica: Escolham uma atividade que gostem de fazer, invistam em seus sonhos e insistam apesar das dificuldades, sempre vale a pena! Os frutos colhidos no futuro serão saborosos!”
E você, tem plantando sementes para colher frutos saborosos nas próximas estações? Quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho da Nazareth, seguem os seus contatos abaixo. Abs, André
Nazareth Ribeiro
Psicoterapeuta Psicossomaticista Especialista em Clínica e Educação. 
Associada à Associação Brasileira de Déficit de Atenção
Membro Fundadora da Associação Brasileira de Biofeedback
www.nazarethribeiro.com
www.nazarethribeiro.blogspot.com

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Em cartaz: o equilíbrio!

Hoje temos uma convidada ilustríssima no blog, minha querida mãe Nair. Mais que uma apaixonada por cinema, é uma estudiosa do tema, e hoje nos brinda sobre como o a sétima arte pode nos ajudar a desenvolver nosso equilibro.

 “A sociedade incentiva e avaliza pessoa cada vez mais a partir da sua relação com o mundo do trabalho. De fato, há momentos em que o profissional precisa dedicar um tempo maior à vida profissional, mas é preciso prestar atenção para que isso não se torne uma constante. Quando esse período de dedicação ao trabalho não possui uma data ou um prazo específico para terminar, e as obrigações profissionais passam a ocupar grande parte da vida pessoal, é o momento de se rever se não está havendo um exagero no tempo dedicado à profissão.

Em meio a tanta informação, as pessoas perdem o rumo, além de anos importantes de suas vidas, sem se questionarem se haveria a possibilidade de outro caminho. É importante que o profissional consiga encontrar tempo para suas rotinas normais, para compromissos com a família, amigos e outras atividades sociais. Quando não se consegue mais separar as obrigações do lazer, é bem provável que seja um sinal de trabalho excessivo.

O que fazer? Continuar se retroalimentando com informações sobre gestão de carreira ou tomar uma atitude prática? A solução para encontrar novos caminhos, estimular a criatividade, ou apenas descontrair, relaxar, dar boas risadas, ou mesmo se emocionar como uma bela história, pode estar no cinema ou na locadora mais próxima. Nas grandes cidades, nos horários de pico, todos voltando praticamente ao mesmo tempo para casa, é comum as pessoas passarem uma, duas, três horas no trânsito. Muitos optam pela conversa jogada fora enquanto tomam cerveja nas mesas de bar ou nas calçadas. Esse horário também poderia ser aproveitado assistindo-se a um filme numa sala de cinema – ou num centro cultural, onde o valor do ingresso é mínimo, mas a fruição é máxima.

Ao voltar para casa, livre do estresse provocado pelo trânsito intenso, esse espectador pós-expediente terá ótimos assuntos para conversar e refletir. Assistir a filmes ajuda a trabalhar emoções como tristeza, carência, falta de auto-estima, e a resolver conflitos pessoais. Os filmes inspiram a crescer e nos motivam na busca por um sentido maior na vida. Ao entrarmos numa sala de cinema somos temporariamente seqüestrados de nossas vidas, e mergulhamos na história projetada na tela. O filósofo grego Aristóteles usou em sua obra Poética o termo kátharsis (catarse) para definir o processo pelo qual o espectador, por meio da piedade que sente pelo heroi, liberta-se dos conflitos, revive suas experiências e atinge, por fim, paz de espírito. Diante da tela do cinema, o espectador tem a oportunidade de pegar carona em situações vividas pelos personagens, ora se identificando com eles, ora repudiando aspectos de suas personalidades.

Além do prazer de desfrutar uma obra de arte ou um entretenimento de fundo cultural, um filme e o cinema constituem uma excepcional fonte de conhecimentos, de expressão e de leituras sobre vários temas e uma possível base para desencadear debates sobre uma imensidão de assuntos ligados à vida prática. Nada como a ficção para mostrar a realidade. O filme é um sistema complexo que, através de tecnologia, iluminação edição, cenário, direção e outros aspectos, contribui para a constituição de imagens do mundo. É apenas um pré-texto para uma reflexão crítica sobre a sociedade em seus múltiplos aspectos.”

Como podemos perceber, cinema é muito mais que 2 horas de emoção e pipoca. É sentimento, interpretação, valorização do tempo. E você, possui algum ritual para valorizar seu tempo e emoções? Conte para nós, é objetivo é que possamos enriquecer com equilíbrio!

Abs,

André Dametto

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Trabalho & Prisão

Apesar de exagerada, a comparação abaixo gera uma reflexão interessante. Mas o importante é: liberte-se!

DIFERENÇAS ENTRE: PRESÍDIO E TRABALHO

PRESÍDIO

Você passa a maior parte do tempo numa cela 5x6m.

TRABALHO
Você passa a maior parte do tempo numa sala 3x4m.
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PRESÍDIO
Você recebe três refeições por dia de graça.

TRABALHO
Você só tem uma, no horário de almoço, e tem que pagar por ela.
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PRESÍDIO
Você é liberado por bom comportamento.

TRABALHO
Você ganha “mais trabalho” com bom comportamento.
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PRESÍDIO
Um guarda abre e fecha todas as portas para você.

TRABALHO
Você mesmo deve abrir as portas, se não for barrado pela segurança por ter esquecido o crachá.
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PRESÍDIO
Você assiste TV e joga baralho, bola, dama, etc.

TRABALHO
Você é demitido se assistir TV e jogar qualquer coisa.
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PRESÍDIO
Você pode receber a visita de amigos e parentes.

TRABALHO
Você não tem nem tempo de lembrar deles.
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PRESÍDIO

Todas as despesas são pagas pelos contribuintes, sem seu esforço.

TRABALHO
Você tem que pagar todas as suas despesas e ainda paga impostos e taxas deduzidas de seu salário, que servem para cobrir despesas dos presos e pagar auxilio reclusão para as famílias dos presos.

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PRESÍDIO

Algumas vezes aparecem carcereiros sádicos…

TRABALHO
Aqui no trabalho, carcereiros usam nomes específicos: Gerente, Diretor, Chefe…

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PRESÍDIO

Você tem todo o tempo para ler piadinhas.

TRABALHO
Ah, se te pegarem…

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PRESÍDIO
Você cumpre pena, no máximo, de 15 anos e depois é liberado.

TRABALHO
Você tem que cumprir, no mínimo, 35 anos para ser liberado, independentemente do seu comportamento e, num futuro bem próximo, terá ainda que ter uma idade mínima.

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O poder dos dez minutos

Você já se cansou de receitas de felicidade que não funcionam? Já deixou de acreditar que é capaz de fazer uma grande mudança na sua Vida? Só de imaginar que teria que gastar muito tempo e energia no seu sonho você já desistiu de lutar? Pois é, gurus e livros propagam fórmulas prontas de felicidade, porém muitas delas sugerem mudanças pouco práticas. E se viver melhor significasse usar dez minutos por dia para criar a sua própria fórmula?

Sim, não precisa ser complicado! Não precisa rasgar a página e começar do zero, é só passar a borracha em algumas partes e continuar escrevendo. Avançar então está em transformar pequenas atitudes do seu dia a dia. Isto fará uma grande diferença lá na frente. Imagine um carro que desvie sua rota em apenas um grau. Em dez minutos este veículo já estará em um local bem diferente. Para nós seres humanos, a “rota de sempre” são as nossas crenças, a famosa zona de conforto. E este é o desafio proposto: usar dez minutos a cada dia para experimentar novos rumos em sua Vida.

Muitas empresas já perceberam este poder de criar continuamente suas melhorias, e obtiveram ganhos crescentes e sustentáveis nos seus indicadores, fazendo mais (e melhor) com menos. A sociedade, inclusive, muda através de microrrevoluções, ou seja, movimentos que começam de repente, com grupos pequenos, mas que se alastram através das redes, moldando a sociedade de forma orgânica e marcante.

De forma prática, há duas alavancas que sugerimos para usar bem estes dez minutos. A primeira é desenvolver continuamente seus pontos fortes.  Investir nos próprios talentos surte mais efeito que desenvolver seus pontos fracos. Entretanto, há aquelas características que ofuscam nossos talentos, então investigá-las e desenvolvê-las é uma estratégia inteligente. Todo erro é apenas uma tentativa de sucesso, e uma pequena mudança a cada dia pode facilitar todo o processo. Não são necessárias superações, mas sim um olhar mais carinhoso com nossos pontos fracos, usando as dificuldades como oportunidades de mudança.

Mais que um valor numérico e científico, estes dez minutos são a metáfora que simboliza as mudanças pontuais e contínuas que precisamos para evoluir. O fundamental é que este movimento para uma Vida melhor, e também um mundo melhor, comece com cada indivíduo. Gandhi, sabiamente, afirmou: “Seja a mudança que você deseja ver no mundo.” Se um dia tem mais que 1000 minutos, que tal usar apenas dez para se aproximar do seu sonho? Enriqueça com equilíbrio, e do seu jeito, a fórmula quem cria é você!

André Dametto e Gisele Dahis são os empreendedores do projeto “O Poder dos dez minutos”

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Um libertador do equilíbrio

  

O mundo empresarial tem feito uma revolução silenciosa pelo desenvolvimento da ética e sustentabilidade em nossa sociedade. São diversos os casos de organizações que impactam positivamente uma comunidade ou mesmo uma nação. É por isso que os gestores organizacionais possuem um grande papel no desenvolvimento do equilíbrio em nossa sociedade. Um dos agentes fundamentais da difusão deste equilíbrio são os consultores organizacionais. Algumas vezes odiados, mas muitas vezes respeitados pelo belo trabalho realizado, são promotores do desenvolvimento gerencial e humano, o qual se propaga entre os diversos públicos influenciados por seu trabalho. Hoje o consultor organizacional Leandro Borges, da Luz Consultoria, nos conta um pouco do seu trabalho.

” Eu trabalho com consultoria para micro e pequenas empresas há quatro anos. Vivo, portanto, dentro dessa mistura explosiva e perigosa de ser consultor (onde tudo é para ontem e é importantíssimo) e pequenos negócios (onde os recursos são escassos e um leão tem de ser morto por dia). Para meus clientes, conseguir ver as suas empresas como instituições distintas de si mesmos é a grande dificuldade e, ao mesmo tempo, raiz dos desequilíbrios em suas vidas pessoais. Por essa razão, tento ajudá-los a criarem sistemas e critérios que permitam que seus negócios tomem vida própria e que, consequentemente, os libertam para desenvolverem outras atividades pessoais, mentais ou até mesmo espirituais que acarretam em uma vida mais feliz e balanceada.”

 Você já tinha percebido o trabalho do consultor gerencial sob este prisma? Caso você queira conhecer mais sobre o trabalho do Leandro, entre em contato com ele através de:

Loja de consultor: http://www.lojadeconsultoria.com.br/
Blog: http://blog.lojadeconsultoria.com.br/

Facebook: http://www.facebook.com/luzconsultoria

Twitter: http://twitter.com/lojaconsultoria

 

Como podemos perceber, toda profissão de sua importância para o desenvolvimento de uma sociedade melhor, mais rica, com equilíbrio.

E sua profissão, como ajuda o mundo a ser um lugar melhor para se viver?

Abraços,

André Dametto

 

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A natureza é joia

Hoje apresento a Renata, uma jovem empreendedora que atua no ramo de joias naturais. Achou diferente o conceito? Eu também, tanto que fiz questão de convidá-la para explicar o seu trabalho aqui no projeto Profissionais do Equilíbrio. Renata é dona de um olhar encantador, assim como suas jóias, que valorizam a sustentabilidade, a beleza, bem dentro da nossa proposta. Muito sucesso à Renata, conheçam mais sobre o seu trabalho:

 

“A Re-sertório Joias Naturais nasceu, como todos os outros organismos vivos, de sucessivas e delicadas mutações. E visando a originalidade, trazemos a perfeita complementação orgânica para o visual equilibrado de quem é sofisticado por natureza. A busca sensata do valor individual para uma ideal integração coletiva = joia natural + indumentária ! Ora! Porque somos feitos de atitudes. E pequenas atitudes agrupadas geram a personalidade. A personalidade expõe sua mensagem ao mundo. E sua mensagem é implacável e urgente! Explore naturalmente a vida de seus momentos!”

 

Links:

http://www.resertorio.blogspot.com/

http://www.facebook.com/profile.php?id=100002437792342

http://twitter.com/#!/resertorio

 

E aí pessoal, o que acharam do trabalho da Renata? O que há de mais natural em você que é a sua jóia? Você tem mostrado ela para o mundo? Renata nos deixa esta reflexão! Abs, enriqueça com equilíbrio,

 

André Dametto

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O conto sueco

Pela terceira vez recebo a história da Volvo, uma empresa sueca que resolveu fazer algo de diferente. Verdade ou mentira, só alguém que conheça a empresa para dizer! Mas vale a pena ler até o final, e depois da leitura acessar o site do movimento Slow Food. Carpe Diem!


“Pare de correr porque o fim chega mais depressa.”

Texto escrito por um brasileiro que vive na Europa e trabalha na Volvo.

Já vai para 18 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa sueca.
Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante.
Qualquer projeto aqui demora 2 anos para se concretizar, mesmo que a idéia seja brilhante e simples. É regra. Então, nos processos globais,
nós (brasileiros, americanos, australianos, asiáticos) ficamos aflitos
por resultados imediatos, uma ansiedade generalizada.
Porém, nosso senso de urgência não surte qualquer efeito neste prazo.

Os suecos discutem, discutem, fazem “n” reuniões, ponderações. E
trabalham num esquema bem mais “slow down”. O pior é constatar que, no final, acaba sempre dando certo no tempo deles com a maturidade da tecnologia e da necessidade: bem pouco se perde aqui.

E vejo assim:
1. O país é do tamanho de São Paulo;
2. O país tem 2 milhões de habitantes;
3. Sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes (compare com Curitiba, que tem 2 milhões);
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux,
ABB, Nokia, Nobel Biocare… Nada mal, não?
5. Para ter uma idéia, a Volvo fabrica os motores propulsores para os
foguetes da NASA.

Digo para os demais nestes nossos grupos globais: os suecos podem
estar errados, mas são eles que pagam nossos salários. Entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo, que tenha mais cultura coletiva do que eles.
Vou contar para vocês uma breve história só para dar noção.

A primeira vez que fui para lá, em 90, um dos colegas suecos me pegava no hotel toda manhã. Era setembro, frio, nevasca. Chegávamos cedo na Volvo e ele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são 2.000 funcionários de carro). No primeiro dia não disse nada, no segundo, no terceiro… Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manhã, perguntei: “Você tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos cedo, o estacionamento vazio e você deixa o carro lá no final.”

Ele me respondeu simples assim: “É que chegamos cedo, então temos
tempo de caminhar – quem chegar mais tarde já vai estar atrasado,
melhor que fique mais perto da porta. Você não acha?”.

Olha a minha cara! Ainda bem que tive esta na primeira. Deu para rever bastante os meus conceitos.

Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food. A Slow Food International Association – cujo símbolo é um caracol, tem sua base na Itália (o site, é muito interessante. Veja-o!).

O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber devagar,saboreando os alimentos, “curtindo” seu preparo, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade.
A idéia é a de se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele
representa como estilo de vida e que o americano endeusificou.

A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revista Business Week numa edição européia.

A base de tudo está no questionamento da “pressa” e da “loucura”
gerada pela globalização, pelo apelo à “quantidade do ter” em
contraposição à qualidade de vida ou à “qualidade do ser”.

Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas( 35 horas por semana ) são mais produtivos que seus colegas Americanos ou ingleses.

E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%.
 
Essa chamada “slow atitude” está chamando a atenção até dos
americanos, apologistas do “Fast” (rápido) e do “Do it now” (faça já).

Portanto, essa “atitude sem-pressa” não significa fazer menos, nem ter menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais “qualidade” e “produtividade” com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos “stress”.

Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre,
do lazer, das pequenas comunidades, do “local”, presente e concreto em contraposição ao “global” – indefinido e anônimo. Significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé.

Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais “leve” e, portanto, mais produtivo onde seres humanos, felizes, fazem com prazer, o que sabem fazer de melhor.

Gostaria que você pensasse um pouco sobre isso… Será que os velhos
ditados “Devagar se vai ao longe” ou ainda “A pressa é inimiga da
perfeição” não merecem novamente nossa atenção nestes tempos de
desenfreada loucura?

Será que nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de “qualidade sem-pressa” até para aumentar a produtividade e qualidade de nossos produtos e serviços sem a necessária perda da “qualidade do ser”?

No filme “Perfume de Mulher”, há uma cena inesquecível, em que um
personagem cego, vivido por Al Pacino, tira uma moça para dançar e ela responde: – “Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos
minutos.” – “Mas em um momento se vive uma vida” – responde ele, conduzindo-a num passo de tango. E esta pequena cena é o momento mais bonito do filme.

Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só
alcançam quando morrem enfartados, ou algo assim. Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e se
esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe.
 
Tempo todo mundo tem, por igual! Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia. A diferença é o que cada um faz do seu tempo. Precisamos saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon: “A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro”…

Parabéns por ter lido até o final! Muitos não lerão esta mensagem até o final, porque não podem “perder” o seu tempo neste mundo globalizado.

Pense e reflita, até que ponto vale a pena deixar de curtir sua família.
De ficar com a pessoa amada, ir pescar no fim de semana ou outras coisas… Poderá ser tarde demais!

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